Fico impressionada com a, digamos, falta de noção de alguns coleguinhas jornalistas. Compartilho com vocês, uma pergunta feita por um nobre colega durante a entrevista coletiva com a Fani do BBB:
-E aí, Fani? O encontro com o vibrador está certo, né?
Acreditem, foi exatamente com essas palavras! Se eu não estivesse lá, também acharia que trata-se de uma piada...
terça-feira, 20 de março de 2007
domingo, 18 de março de 2007
Minha mãe quer que eu case
Parece nome de comédia romântica, né? Mas infelizmente, trata-se apenas da nova missão de mamy. Ela quer, desesperadamente, me arranjar um marido. Não importa que eu diga todos os dias, incessantemente, que descolar um cônjuge não é objetivo prioritário na minha vida nesse momento. Nem que muitas das minhas amigas casadas são entediadas e loucas para viverem aventuras de solteira. Nenhum argumento tira da cabeça deturpada de mamy a seguinte teoria: assim como Jesus, só um marido salva.
Acompanhem só o meu drama...
Dia desses, fui acordada de forma nada delicada por mamy, com uma pilha de correspondências nas mãos.
-Olha isso! Tudo conta! Tudo no seu nome! Você não pára de gastar!! Vai ficar no fundo do poço!!, berrava ela nos meus pobres ouvidos.
E a ladainha sobre meu descontrole orçamentário continuou, até eu expulsá-la do quarto, também de maneira nada delicada. Quando finalmente acordo (por conta própria), encontro mamy sentada no sofá. Com cara de muito tensa, fumando um cigarro, ela começa mais uma das sua divagações trágicas sobre o futuro:
-Eu não vou durar muito. Só fico pensando o que vai ser de você com uma criança, sozinha na vida. Você não sabe administrar sua vida, é lerda!
Não bastassem o elogios lisongeiros, ela ainda me vem com (o que acredita ser) a solução para os meus problemas:
-Precisa encontrar um marido! Um homem pra cuidar de você. E não venha com esse papo de mulher moderna, que não precisa de homem. Não precisa é o cacete! Isso é discurso das suas amigas solteironas mal-amadas!
E completou o raciocínio medieval:
-E não me venha com essa que não gosta de ninguém pra casar. Não precisa gostar, é só casar que acostuma. E aproveita enquanto você ainda não fez 30. Daqui a dois anos, já vai estar passada pra arrumar um bom marido. Aí, vai ter que pegar o que aparecer se não quiser morrer solteirona! Será que eu vou morrer sem ter casado minha única filha??
Pelamordedeus. Mamy foi hippie. Fumava quilos de maconha. Fugia de casa para acampar em Cabo Frio. Não casou com meu pai na igreja porque achava careta. Tem duas tatuagens! Mas ainda acha que mulher que a melhor profissão do mundo para uma mulher é ser esposa! Ô, pessoa contraditória...
Acompanhem só o meu drama...
Dia desses, fui acordada de forma nada delicada por mamy, com uma pilha de correspondências nas mãos.
-Olha isso! Tudo conta! Tudo no seu nome! Você não pára de gastar!! Vai ficar no fundo do poço!!, berrava ela nos meus pobres ouvidos.
E a ladainha sobre meu descontrole orçamentário continuou, até eu expulsá-la do quarto, também de maneira nada delicada. Quando finalmente acordo (por conta própria), encontro mamy sentada no sofá. Com cara de muito tensa, fumando um cigarro, ela começa mais uma das sua divagações trágicas sobre o futuro:
-Eu não vou durar muito. Só fico pensando o que vai ser de você com uma criança, sozinha na vida. Você não sabe administrar sua vida, é lerda!
Não bastassem o elogios lisongeiros, ela ainda me vem com (o que acredita ser) a solução para os meus problemas:
-Precisa encontrar um marido! Um homem pra cuidar de você. E não venha com esse papo de mulher moderna, que não precisa de homem. Não precisa é o cacete! Isso é discurso das suas amigas solteironas mal-amadas!
E completou o raciocínio medieval:
-E não me venha com essa que não gosta de ninguém pra casar. Não precisa gostar, é só casar que acostuma. E aproveita enquanto você ainda não fez 30. Daqui a dois anos, já vai estar passada pra arrumar um bom marido. Aí, vai ter que pegar o que aparecer se não quiser morrer solteirona! Será que eu vou morrer sem ter casado minha única filha??
Pelamordedeus. Mamy foi hippie. Fumava quilos de maconha. Fugia de casa para acampar em Cabo Frio. Não casou com meu pai na igreja porque achava careta. Tem duas tatuagens! Mas ainda acha que mulher que a melhor profissão do mundo para uma mulher é ser esposa! Ô, pessoa contraditória...
Show de reggae? Era só o que me faltava...
Na tentiva incansável de me arranjar uma marido, mamy passou a usar a tática da apelação. Percebendo que eu não estou, digamos, tão empenhada quanto ela na tarefa, decidiu procurar, ela mesma, o pretendente. Ontem, durante aquele papinho típico de almoço de sábado, ela me veio com uma de suas brilhantes idéias:
-Estava pensando(já me deu medo)... Você conhece o Luiz, amigo do seu irmão? Rapaz trabalhador, responsável, faz aquele negócio, "ênibiei" (pronúncia dela)...partidão, né não? Família boa...
Para não comprometer a paz do meu almoço em um dos meus raros dias de folga, preferi desconversar:
-Não conheço ele direito, mãe. Me passa o gelo aí!
Não adiantou. Mamy engrenou uma ladainha para promover o tal rapaz. Como sempre, com seu jeito meigo e sutil de se expressar:
-Não conhece porque você não presta atenção em nada. Dá bobeira! O menino vive aqui em casa, é bonitinho. Você é desligada! Por isso que tá aí, encalhada. Vai botar defeito nesse também? Vai dizer que o menino é burro só porque é amigo do seu irmão? Fica aí cheia de exigências e quando escolhe, é só porcaria!!
Definitivamente, a paz do meu almoço já estava comprometida. Mas eu ainda não imaginava o que estava por vir...
O fato é que à noitinha, o meu "pretendente" ligou para o meu irmão oferecendo convites para um show do Natiruts (urgh), mas exigindo uma contrapartida: meu irmão, que tem namorada, levaria uma moçoila para fazer companhia a ele no show. Meu irmão propôs então uma prima da namorada, moça solteira e, digamos assim, disponível. Foi quando ouvi, daqui do meu quartinho, mamy dando um berro lá na sala:
-Por que não chama a sua irmã?
E não é que ele decidiu acatar a idéia? E veio me chamar:
-Bora pro showzinho do Natiruts na Fundição?
Essa minha família, como já disse aqui, é mesmo fantástica. Os dois sabem que eu odeio Natiruts! Aliás, odeio bandinhas de reggae!! E odeio mais ainda freqüentadores de shows de reggae na Fundição Progresso!!! Como ainda conseguem cogitar a possibilidade de eu despencar de casa pra ir prum troço desses???
Diante da minha negativa, meu irmão, também com o jeito sutil e delicado que é peculiar à família, decreta:
-Você vai sim. Só não vai se eu conseguir arranjar outra pessoa pra levar. Não vou deixar o cara na mão. Vai que ele desiste de me dar os ingressos?!
E ligou pro cara dizendo que eu ia. Era fim dos tempos! Minha mãe querendo me aranjar deseperadamente um marido. E meu irmão, querendo de agenciar em troca de ingressos para um show de reggae!!
Por fim, consegui me livrar do "programão". Meu irmão levou a cunhada. Já da ladainha de mamy...
-Estava pensando(já me deu medo)... Você conhece o Luiz, amigo do seu irmão? Rapaz trabalhador, responsável, faz aquele negócio, "ênibiei" (pronúncia dela)...partidão, né não? Família boa...
Para não comprometer a paz do meu almoço em um dos meus raros dias de folga, preferi desconversar:
-Não conheço ele direito, mãe. Me passa o gelo aí!
Não adiantou. Mamy engrenou uma ladainha para promover o tal rapaz. Como sempre, com seu jeito meigo e sutil de se expressar:
-Não conhece porque você não presta atenção em nada. Dá bobeira! O menino vive aqui em casa, é bonitinho. Você é desligada! Por isso que tá aí, encalhada. Vai botar defeito nesse também? Vai dizer que o menino é burro só porque é amigo do seu irmão? Fica aí cheia de exigências e quando escolhe, é só porcaria!!
Definitivamente, a paz do meu almoço já estava comprometida. Mas eu ainda não imaginava o que estava por vir...
O fato é que à noitinha, o meu "pretendente" ligou para o meu irmão oferecendo convites para um show do Natiruts (urgh), mas exigindo uma contrapartida: meu irmão, que tem namorada, levaria uma moçoila para fazer companhia a ele no show. Meu irmão propôs então uma prima da namorada, moça solteira e, digamos assim, disponível. Foi quando ouvi, daqui do meu quartinho, mamy dando um berro lá na sala:
-Por que não chama a sua irmã?
E não é que ele decidiu acatar a idéia? E veio me chamar:
-Bora pro showzinho do Natiruts na Fundição?
Essa minha família, como já disse aqui, é mesmo fantástica. Os dois sabem que eu odeio Natiruts! Aliás, odeio bandinhas de reggae!! E odeio mais ainda freqüentadores de shows de reggae na Fundição Progresso!!! Como ainda conseguem cogitar a possibilidade de eu despencar de casa pra ir prum troço desses???
Diante da minha negativa, meu irmão, também com o jeito sutil e delicado que é peculiar à família, decreta:
-Você vai sim. Só não vai se eu conseguir arranjar outra pessoa pra levar. Não vou deixar o cara na mão. Vai que ele desiste de me dar os ingressos?!
E ligou pro cara dizendo que eu ia. Era fim dos tempos! Minha mãe querendo me aranjar deseperadamente um marido. E meu irmão, querendo de agenciar em troca de ingressos para um show de reggae!!
Por fim, consegui me livrar do "programão". Meu irmão levou a cunhada. Já da ladainha de mamy...
segunda-feira, 12 de março de 2007
A 'enófila'
Adoro cordões coloridos. Pra uma jornalista sem recursos para investir em roupas como eu, os cordões são uma maravilha. Posso até repetir a blusinha básica: basta variar o cordão e ninguém percebe. Enfim...não é sobre meu gosto pelo acessório que quero falar. Mas sobre uma cena que presenciei enquanto escolhia um deles.
Estava eu em um daqueles ateliês meio alternativos de Botafogo olhando uns cordões. Tudo no lugar é caríssimo- apesar do rótulo de "alternativo"- mas...fazer o quê? Eu gosto dos cordões de lá e de vez em quando tenho sorte de achar umas promoções inacreditáveis. Enfim...experimentava um cordãozinho charmosíssimo quando uma cidadã me cutuca: "Eu tenho um desses, mas me dá alergia no pescoço." E completa: "É que tô acostumada a só usar peças de ouro branco, ainda não me habituei à bijouterias."
Fiquei um tanto irritada e com vontade de mandá-la à merda, mas deixei pra lá, afinal, não seria uma surtada incoveniente que me faria perder o controle e estragar a alegria de um momento tão prazeroso para uma mulher: o de uma comprinha básica. Até porque, achei que ela iria logo embora, já que uma pessoa vestida com roupa de ginástica, argolas douradas e sandália plataforma não iria encontrar nada que a agradasse numa loja tão bacaninha.
Mas a sujeita lá ficou. E, enaquanto experimentava praticamente todo o estoque da loja, alugava os ouvidos da pobre vendedora:
-Difícil encontrar uma loja de nível no Rio de Janeiro. Eu não gosto do estilo de se vestir das mulheres daqui. Quando preciso de uma roupa de festa, tenho que pegar a ponte aérea, esnobou a cidadã, do alto de sua sandália plataforma (com cara daquelas compradas na Di Santinni), combinandíssima com a calça de ginática.
E continuou a ladainha:
-A noite dessa cidade também está cada vez mais pobre. Nem se compara a São Paulo. Não tem um restaurante de nível. Eu e meu marido, quando queremos ir a um bom restaurante, apelamos para a ponte aérea.
Então a vendedora, que até então se limitava a me olhar e soltar um daqueles sorrisinhos que não deixam os dentes à mostra, resolveu se manifestar:
-Eu prefiro o Rio, não faço questão de ir à restaurante chique. Prefiro sentar num barzinho e tomar uma cerveja com os amigos depois da praia
Foi então que a tão refinada sujeita, em mais uma tentativa de esnobar a vendedora ( e a mim), me manda a seguinte pérola:
-Ah, querida. Esse é o problema! Eu odeio cerveja. Gosto mesmo é de um bom vinho. Sabe como é, sou uma "enófila"
Enófila? É...imagino o quanto tenha sido difícil para vendedora manter o risinho que não deixa os lábios à mostra depois dessa.
E adivinhem o que ela disse depois de experimentar todo o estoque da loja? "Aceitam cartão? Não? Ih, querida. Esqueci o talão de cheques. Vou em casa buscar e já volto". Detalhe: na porta da loja, havia uma placa enorme, onde estava escrito, em letras também enormes: "Não aceitamos cartões de crédito." O que nos levou (a mim e a vendedora) a crer que a enófila- além de falar errado, ser brega, e ter nariz empinado- era analfabeta ou queria tirar onda, mesmo sem ter um puto no bolso para comprar sequer o meu cordãozinho.
Nesse momento, senti orgulho de dominar a arte de manter o bom senso, mesmo à beira de declarar concordata.
Estava eu em um daqueles ateliês meio alternativos de Botafogo olhando uns cordões. Tudo no lugar é caríssimo- apesar do rótulo de "alternativo"- mas...fazer o quê? Eu gosto dos cordões de lá e de vez em quando tenho sorte de achar umas promoções inacreditáveis. Enfim...experimentava um cordãozinho charmosíssimo quando uma cidadã me cutuca: "Eu tenho um desses, mas me dá alergia no pescoço." E completa: "É que tô acostumada a só usar peças de ouro branco, ainda não me habituei à bijouterias."
Fiquei um tanto irritada e com vontade de mandá-la à merda, mas deixei pra lá, afinal, não seria uma surtada incoveniente que me faria perder o controle e estragar a alegria de um momento tão prazeroso para uma mulher: o de uma comprinha básica. Até porque, achei que ela iria logo embora, já que uma pessoa vestida com roupa de ginástica, argolas douradas e sandália plataforma não iria encontrar nada que a agradasse numa loja tão bacaninha.
Mas a sujeita lá ficou. E, enaquanto experimentava praticamente todo o estoque da loja, alugava os ouvidos da pobre vendedora:
-Difícil encontrar uma loja de nível no Rio de Janeiro. Eu não gosto do estilo de se vestir das mulheres daqui. Quando preciso de uma roupa de festa, tenho que pegar a ponte aérea, esnobou a cidadã, do alto de sua sandália plataforma (com cara daquelas compradas na Di Santinni), combinandíssima com a calça de ginática.
E continuou a ladainha:
-A noite dessa cidade também está cada vez mais pobre. Nem se compara a São Paulo. Não tem um restaurante de nível. Eu e meu marido, quando queremos ir a um bom restaurante, apelamos para a ponte aérea.
Então a vendedora, que até então se limitava a me olhar e soltar um daqueles sorrisinhos que não deixam os dentes à mostra, resolveu se manifestar:
-Eu prefiro o Rio, não faço questão de ir à restaurante chique. Prefiro sentar num barzinho e tomar uma cerveja com os amigos depois da praia
Foi então que a tão refinada sujeita, em mais uma tentativa de esnobar a vendedora ( e a mim), me manda a seguinte pérola:
-Ah, querida. Esse é o problema! Eu odeio cerveja. Gosto mesmo é de um bom vinho. Sabe como é, sou uma "enófila"
Enófila? É...imagino o quanto tenha sido difícil para vendedora manter o risinho que não deixa os lábios à mostra depois dessa.
E adivinhem o que ela disse depois de experimentar todo o estoque da loja? "Aceitam cartão? Não? Ih, querida. Esqueci o talão de cheques. Vou em casa buscar e já volto". Detalhe: na porta da loja, havia uma placa enorme, onde estava escrito, em letras também enormes: "Não aceitamos cartões de crédito." O que nos levou (a mim e a vendedora) a crer que a enófila- além de falar errado, ser brega, e ter nariz empinado- era analfabeta ou queria tirar onda, mesmo sem ter um puto no bolso para comprar sequer o meu cordãozinho.
Nesse momento, senti orgulho de dominar a arte de manter o bom senso, mesmo à beira de declarar concordata.
sábado, 10 de março de 2007
Limpando o popô
Gente, antes de contar essa história, preciso que saibam de uma coisa: juro que não tenho preconceito contra gays. Juro! Pelo contrário, tenho amigos gays muito amados. Portanto, não considerem o episódio que vou descrever como uma manifestação homofóbica. A cena que presenciei- e que relatarei para vocês- é bizarra porque...é! Fato. Seria bizarra se fosse protagonizada por uma casal de heteros. Mas, por acaso, rolou entre um casal gay. Bem...
Estava eu no sábado passado com meu amigo Thales na praia, bem ali no Posto 8, em Ipanema. Quem é do Rio, sabe: o Posto 8 é o point oficial da rapaziada alegre. Porém, como eu já havia dito, acho um arraso a rapaziada alegre (apesar de me incomodar o fato de a maioria ser lindíssima e interessantíssima, desfalcando o já escasso time de homens disponíveis nessa cidade). Enfim...estávamos lá, eu e Thales, quando começamos a observar um curioso casal. Um coroa, mó cara de gringo cheio da grana, e um rapazote franzino, com cara daqueles moleques que fazem malabarismo nos sinais.
Mas era um amor sem fim. Era beijo o tempo todo, abraços efusivos...uma coisa linda. Thales até me zoava: "Duvido que alguém já tenha te beijado assim!" De fato...não me lembro mesmo de ter sido contemplada com gestos apaixonados daquela itensidade.
Bem...ocorre que em um determinado momento, com o sol já se pondo, o casal deicide dar um tempo nas beijocas e se arrumar para ir embora. E foi nesse momento que presenciamos, Thales e eu, a inesquecível cena: o gringo, cheio de cuidados com seu menino, resolve limpá-lo para que ele vista a roupa livre da areia.
E começa a bater a toalha no corpitcho do rapaz, que se encontra ajoelhado na canga. Bate daqui, bate dali e...zup! (desculpem a onomatopéia, foi a melhor que achei.) Tira a sunga do rapaz. "Meu Deus, pra quê?" Devem estar perguntando meus 10 leitores. Como assim, gente? Pra limpar o bumbum do amado, é claro. Ou vocês acham que um moço tão cuidadoso iria deixar o love ir embora com o popô assado?
Eu passei mal de rir. E Thales, coitado, ainda não se recuperou do choque.
Estava eu no sábado passado com meu amigo Thales na praia, bem ali no Posto 8, em Ipanema. Quem é do Rio, sabe: o Posto 8 é o point oficial da rapaziada alegre. Porém, como eu já havia dito, acho um arraso a rapaziada alegre (apesar de me incomodar o fato de a maioria ser lindíssima e interessantíssima, desfalcando o já escasso time de homens disponíveis nessa cidade). Enfim...estávamos lá, eu e Thales, quando começamos a observar um curioso casal. Um coroa, mó cara de gringo cheio da grana, e um rapazote franzino, com cara daqueles moleques que fazem malabarismo nos sinais.
Mas era um amor sem fim. Era beijo o tempo todo, abraços efusivos...uma coisa linda. Thales até me zoava: "Duvido que alguém já tenha te beijado assim!" De fato...não me lembro mesmo de ter sido contemplada com gestos apaixonados daquela itensidade.
Bem...ocorre que em um determinado momento, com o sol já se pondo, o casal deicide dar um tempo nas beijocas e se arrumar para ir embora. E foi nesse momento que presenciamos, Thales e eu, a inesquecível cena: o gringo, cheio de cuidados com seu menino, resolve limpá-lo para que ele vista a roupa livre da areia.
E começa a bater a toalha no corpitcho do rapaz, que se encontra ajoelhado na canga. Bate daqui, bate dali e...zup! (desculpem a onomatopéia, foi a melhor que achei.) Tira a sunga do rapaz. "Meu Deus, pra quê?" Devem estar perguntando meus 10 leitores. Como assim, gente? Pra limpar o bumbum do amado, é claro. Ou vocês acham que um moço tão cuidadoso iria deixar o love ir embora com o popô assado?
Eu passei mal de rir. E Thales, coitado, ainda não se recuperou do choque.
quinta-feira, 8 de março de 2007
Telemar agora é 'Oi'! E daí?
Certamente para se livrar da péssima imagem, a Telemar mudou de nome e adotou a alcunha de sua empresa de telefonia móvel, a Oi. Mas se a intenção era apagar o ratro deixado pelo péssimo serviço prestado, deveriam mudar também...o serviço prestado. O que concluí, definitivamente, não ter acontecido, depois do seguinte diálogo que tive com uma das brilhantes atendentes do telemarketing desse maravilhoso grupo espanhol:
(gravação)
-Diga o número do telefone para o qual deseja atendimento
Eu
21-XXXX-XXXX
(gravação)
-Agora, diga os 2 primeiros números do CPF do titular da linha
Eu
082 (bem alto)
(gravação)
Agora, fale o motivo da sua ligação
Eu- Quero saber o valor da entrada de um parcelamento solicitado
E a gravação, brilhantemente, confirma:
-Entendi. Valor de parcelamento. Um minuto e estaremos transferindo sua ligação para um de nossos atendentes
Depois de alguns minutos ao som de uma maldita musiquinha, sou transferida para a tal atendente. Com sotaque nordestino, ela pergunta:
-Oi/Telemar boa tarde, com quem eu falo?
Eu (irritada por achar totalmente desnecessário dizer o meu nome):
-Thatiana
-Qual a sua solicitação, senhora Thatiana?
"Ué? Já não tinha respondido isso para a brilhante gravação?", pensei. Porém, falei de novo:
-Parcelei a minha conta e queria saber o valor da entrada
-Pois não senhora. Me diga os 3 primeiros números do seu CPF
-Como assim??? Acabei de dizer o número para a gravação (que eles chamam de 'atendente virtual')!! Pra que diabos existe essa merda dessa gravação!!!
E a sujeita, com o mesmo tom blasé, apesar do meu chilique, pede (mais) um minutinho. E só volta depois de três:
-Senhora, consta aqui um pedido de parcelamento da sua conta em aberto
-Eu sei, minha filha. Por isso mesmo que eu liguei!
E a cidadã, inacreditavelmente, me manda a seguinte pergunta:
-Senhora, qual o o valor da entrada?
-COMO EU VOU SABER?????????? EU LIGUEI JUSTAMENTE PRA ISSO!!!!! AAAAAAAAAAAAAAA
E tem gente que ainda defende as privatizações...
(gravação)
-Diga o número do telefone para o qual deseja atendimento
Eu
21-XXXX-XXXX
(gravação)
-Agora, diga os 2 primeiros números do CPF do titular da linha
Eu
082 (bem alto)
(gravação)
Agora, fale o motivo da sua ligação
Eu- Quero saber o valor da entrada de um parcelamento solicitado
E a gravação, brilhantemente, confirma:
-Entendi. Valor de parcelamento. Um minuto e estaremos transferindo sua ligação para um de nossos atendentes
Depois de alguns minutos ao som de uma maldita musiquinha, sou transferida para a tal atendente. Com sotaque nordestino, ela pergunta:
-Oi/Telemar boa tarde, com quem eu falo?
Eu (irritada por achar totalmente desnecessário dizer o meu nome):
-Thatiana
-Qual a sua solicitação, senhora Thatiana?
"Ué? Já não tinha respondido isso para a brilhante gravação?", pensei. Porém, falei de novo:
-Parcelei a minha conta e queria saber o valor da entrada
-Pois não senhora. Me diga os 3 primeiros números do seu CPF
-Como assim??? Acabei de dizer o número para a gravação (que eles chamam de 'atendente virtual')!! Pra que diabos existe essa merda dessa gravação!!!
E a sujeita, com o mesmo tom blasé, apesar do meu chilique, pede (mais) um minutinho. E só volta depois de três:
-Senhora, consta aqui um pedido de parcelamento da sua conta em aberto
-Eu sei, minha filha. Por isso mesmo que eu liguei!
E a cidadã, inacreditavelmente, me manda a seguinte pergunta:
-Senhora, qual o o valor da entrada?
-COMO EU VOU SABER?????????? EU LIGUEI JUSTAMENTE PRA ISSO!!!!! AAAAAAAAAAAAAAA
E tem gente que ainda defende as privatizações...
domingo, 4 de março de 2007
É o rato, Nem!
Sou uma pessoa que adentra a madrugada trabalhando. Nunca saio da labuta antes da meia noite e, como estou labutando temporariamente no famoso Projac (ou Projaquistão, como é chamado carinhosamente por alguns funcionários), nunca chego em casa antes das 2h da madruga, já que o referido templo Global está localizado num dos lugares mais ermos e longínquos do Rio.
Enfim...o fato é que na minha rotina de andar pelas madrugas, acabo protagonizando (e presenciando) cenas inacreditáveis. E a frente do Terminal Norte, lugarzinho onde desembarco em Nikit, é o palco da principal delas. Repleto de barraquinhas onde se vende angu, podrão, churrasquinho de gato e toda a variedade de comidas trash de rua, o lugar é povoado na madruga por umas pessoas que eu, sinceramente, não sei onde se enfiam durante o dia. Deve ser em algum subterrâneo da cidade. Putas com figurino inacreditál, PM´s gordões cheios de pulseira de ouro e, acreditem, até emos têm brotado no pico ultimamente pra encher a cara de Itaipava (R$1,70 gelada numa das barraquinhas).
Ocorre que na semana passada estava eu lá, por volta de 1h da madruga, quando uma senhorita que ali, digamos, ganhava a vida, veio em minha direção. E, com cara de pouquíssimos amigos, começou a gritar:
"-Sai! Sai!", berrava, batendo um dos pés no chão
Desnecessário dizer que fiquei assustadíssima. Estaria a moça achando que eu estava ali para roubar os clientes dela? Não sabia se corria ou se me explicava. Já me preparava para pôr em prática a primeira opção quando a senhorita assim me tranquilizou:
"-Né você não, Nem. É o rato!" , disse ela com voz doce, enquanto apontava para uma ratazana do tamanho de um cachorro poodle que estava do meu ladinho.
Era mesmo pra eu ficar aliviada?
Enfim...o fato é que na minha rotina de andar pelas madrugas, acabo protagonizando (e presenciando) cenas inacreditáveis. E a frente do Terminal Norte, lugarzinho onde desembarco em Nikit, é o palco da principal delas. Repleto de barraquinhas onde se vende angu, podrão, churrasquinho de gato e toda a variedade de comidas trash de rua, o lugar é povoado na madruga por umas pessoas que eu, sinceramente, não sei onde se enfiam durante o dia. Deve ser em algum subterrâneo da cidade. Putas com figurino inacreditál, PM´s gordões cheios de pulseira de ouro e, acreditem, até emos têm brotado no pico ultimamente pra encher a cara de Itaipava (R$1,70 gelada numa das barraquinhas).
Ocorre que na semana passada estava eu lá, por volta de 1h da madruga, quando uma senhorita que ali, digamos, ganhava a vida, veio em minha direção. E, com cara de pouquíssimos amigos, começou a gritar:
"-Sai! Sai!", berrava, batendo um dos pés no chão
Desnecessário dizer que fiquei assustadíssima. Estaria a moça achando que eu estava ali para roubar os clientes dela? Não sabia se corria ou se me explicava. Já me preparava para pôr em prática a primeira opção quando a senhorita assim me tranquilizou:
"-Né você não, Nem. É o rato!" , disse ela com voz doce, enquanto apontava para uma ratazana do tamanho de um cachorro poodle que estava do meu ladinho.
Era mesmo pra eu ficar aliviada?
Minha família fantástica- O bilhete de mamy
Mamy viajou no carnaval e levou consigo meu rebento. Uma semana livre de mamy e suas reclamações sobre a vizinha- que "está muito antipática"- sobre a namorada do meu irmão, sobre a bagunça do meu quarto, sobre o efeito da menopausa no alargamento da silhueta dela, enfim...Não fosse o fato de eu ter que ir ao Projaquistão na segunda e na terça, seria uma folia momesca perfeita.
Mas mamy é mesmo uma mulher onipresente. Mesmo longe de nós, faz questão de manter o controle do lar. Vejam trechos de um bilhetinho -escrito em letras garrafais- que ela deixou pregado na geladeira:
-"Não deixar embalagens de pizza, latinhas de cerveja e outros restos de farra(?) sobre a mesa da copa"
-"Não comer comida diretamente na panela. Ferver o feijão. E se deixarem azedar, pelo menos joguem fora."
E o melhor:
-"Não deixar sapatos e sandálias na varanda para que não fique parecendo uma favela"
Espetacular!
Mas mamy é mesmo uma mulher onipresente. Mesmo longe de nós, faz questão de manter o controle do lar. Vejam trechos de um bilhetinho -escrito em letras garrafais- que ela deixou pregado na geladeira:
-"Não deixar embalagens de pizza, latinhas de cerveja e outros restos de farra(?) sobre a mesa da copa"
-"Não comer comida diretamente na panela. Ferver o feijão. E se deixarem azedar, pelo menos joguem fora."
E o melhor:
-"Não deixar sapatos e sandálias na varanda para que não fique parecendo uma favela"
Espetacular!
Clone Boladão
Podem falar que o funk faz apologia à putaria e à bandidagem, que as letras são medíocres e repletas de erros de gramática, ou que o visual dos funkeiros é de gosto duvidoso. Não importa! Os que me conhecem, sabem: Eu nutro uma profunda admiração pelo estilo. E esse meu lado, digamos, "gramurosa", já me levou a enfrentar aventuras como ir a bailes funk em favelas e a uma incrível "Disputa de Galeras" no (trashíssimo) Clube Tamoio de São Gonçalo.
É também o meu lado "gramurosa" que me faz peregrinar pela web em busca de títulos para ampliar minha já extensa bliblioteca musical funkeira. E foi numa dessas buscas que descobri, no site pesadao.com, uma pérola que faria o professor Pasquale cortar os pulsos. Compartilho com vocês, na íntegra, o "release" do MC Clone Bolado. Notem que, entre outras aberrações linguísticas, o sujeito nunca foi apresentado à cedilha e usa chaves (}) no lugar de parêntese.
"A MINHA CARREIRA DE MC COMESOU DESDE 2000 COM O REP: "ELA TA QUERENDO" ATE HOJE NAO FIZ TANTO SUCESO COM OUTRA CANSÃO COMO ESTA!!! VOU RESP: AS PERGUNTAS + COMUS QUE AS PESSOAS COSTUMAO ME FAZER!!! MINHA ADADE E 25 ANOS.
A ORIGEM DO MEU NOME MC CLONE BOLADO.. O NOME CLONE FOI ESCOLIDO POR CAUSA DA GRADE SEMELHANCA QUE TENHO COM O CANTOR RODRIGUINHO E QUE A NOVELA O CLONE ME FEZ FORTALESER O NOME!!!...EU JA TIVE EM DUAS FORMASÕES: {O CLONE E AS BOLADINHAS} {NIGHT CLONE} E AGORA ATUAL MENTE {MC CLONE BOLADO} SOZINHO... LETRAS: SAO BEM VARIADAS DAS + LIGHT A TE AS + NEUROTICAS TODAS DE MINHA AUTORIA...E O MEU LEMA E PUTARIA: OBS: NÃO LEVANTO BANDEIRA DE NINGUEM..."
Tá certo que ele "não levanta bandeira de ninguém". Mas já que essa criatura fez tanto sucesso com a música "Ela tá querendo", poderia ter contratado um assessor de imprensa, não?
É também o meu lado "gramurosa" que me faz peregrinar pela web em busca de títulos para ampliar minha já extensa bliblioteca musical funkeira. E foi numa dessas buscas que descobri, no site pesadao.com, uma pérola que faria o professor Pasquale cortar os pulsos. Compartilho com vocês, na íntegra, o "release" do MC Clone Bolado. Notem que, entre outras aberrações linguísticas, o sujeito nunca foi apresentado à cedilha e usa chaves (}) no lugar de parêntese.
"A MINHA CARREIRA DE MC COMESOU DESDE 2000 COM O REP: "ELA TA QUERENDO" ATE HOJE NAO FIZ TANTO SUCESO COM OUTRA CANSÃO COMO ESTA!!! VOU RESP: AS PERGUNTAS + COMUS QUE AS PESSOAS COSTUMAO ME FAZER!!! MINHA ADADE E 25 ANOS.
A ORIGEM DO MEU NOME MC CLONE BOLADO.. O NOME CLONE FOI ESCOLIDO POR CAUSA DA GRADE SEMELHANCA QUE TENHO COM O CANTOR RODRIGUINHO E QUE A NOVELA O CLONE ME FEZ FORTALESER O NOME!!!...EU JA TIVE EM DUAS FORMASÕES: {O CLONE E AS BOLADINHAS} {NIGHT CLONE} E AGORA ATUAL MENTE {MC CLONE BOLADO} SOZINHO... LETRAS: SAO BEM VARIADAS DAS + LIGHT A TE AS + NEUROTICAS TODAS DE MINHA AUTORIA...E O MEU LEMA E PUTARIA: OBS: NÃO LEVANTO BANDEIRA DE NINGUEM..."
Tá certo que ele "não levanta bandeira de ninguém". Mas já que essa criatura fez tanto sucesso com a música "Ela tá querendo", poderia ter contratado um assessor de imprensa, não?
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
De volta: recado para os meus 10 leitores
Estou desapontada comigo mesma. Sempre nutri um certo desprezo por pessoas que criam blogs e depois abandonam as crias, como mães desnaturadas. E aqui está o Musa de Caminhoneiro, jogado ao leo, pobrezinho. Mas, queridos e fiéis (será que ainda são?) leitores, tenho uma explicação para o sumiço. Não tenho mais tempo pra nada. Meu novo ofício me obriga a em casa às 3h da madruga e sair ao meio dia. No período que resta, e durmo. Não executo mais nem as tarefas banais do cotidiano, como pagar contas, ir ao supermercado, telefonar para os amigos, ler jornal. Só trabalho, como (quando dá) e durmo (quando dá). Enfim...não tenho mais inspiração para atualizar o Musa. Essa justificativa é previsível. Sim, também é bem inconsistente, afinal, tanta gente faz várias coisas ao mesmo tempo! Que inveja dessas pessoas...Eu, definitivamente, não sou uma delas.
Mas, pasmem! Sinto que estou me adaptando ao novo e frenético ritmo. Até consegui acordar cedo hoje! E mandar um e-mail para o meu antigo chefe, que me espera desde o dia 1 para uma reunião. Consegui também tomar café da manha com o meu filho, que já nem se lembrava mais que tinha mãe. E consegui também escrever essa pequena justificativa para os meus fãs. Viram? Prometo que na próxima manhã de inspiração (e disposição) posto logo uns três textos de uma vez!
Mas, pasmem! Sinto que estou me adaptando ao novo e frenético ritmo. Até consegui acordar cedo hoje! E mandar um e-mail para o meu antigo chefe, que me espera desde o dia 1 para uma reunião. Consegui também tomar café da manha com o meu filho, que já nem se lembrava mais que tinha mãe. E consegui também escrever essa pequena justificativa para os meus fãs. Viram? Prometo que na próxima manhã de inspiração (e disposição) posto logo uns três textos de uma vez!
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