quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Chá de "SumiLço"

Em um momento recente de dor-de-cotovelo, fiz uma viagem de fim de semana para uma famosa cidade litorânea na companhia de uma amiga. Nada como novos ares para respirar, novas pessoas para conhecer e, é claro, novas possibilidades de seres do sexo masculino para interagir. Ou há melhor remédio para uma dor de cotovelo do que um novo e frívolo romancezinho?

Como não sou boba nem nada, tratei de aproveitar uma possibilidade que lá surgiu. Estávamos, eu e minha amiga, na paradisíaca praia tostando nossos corpitchos quando me aborda um bem apessoado nativo. Com uma convidativa latinha de cerveja em mãos, o referido pede para sentar-se ao meu lado e me oferece um gole. O papo, assim como a cerveja, foi fluindo... até que, horas depois, estava eu aos beijos com o rapaz à beira-mar. Foi bacaninha, mas nada que despertasse em mim desejo de estabelecer matrimônio com o moço. Todavia, cedi meu telefone e email. A brisa litorânea, o mar de águas límpidas, uns beijinhos... sabem como é, fiquei vulnerável.

Voltei para a metrópole e o telefone do gatinho praiano continuou perdido em algum lugar da mala. Não tive interesse em procurar. Muitos dias se passaram. E quando eu já me lembrava mais da praia do que do romancezinho, eis que recebo o seguinte email (Ipsis litteris):

Assunto: VC SUMIL

OI GATA POW NEM ME LIGOU NE QUANDO VAI VOLTAR AQUI?
GATA ESTOU LOUCO PARA TE ENCONTRAR NOVAMENTE PARA TE BJAR NOVA MENTE. PARA PODER TE ACARICIAR TODA, APESAR DE VC NAO TE DEIJADO FAZER ISSO NA PRAIA, RSRSRS. BJBJBJ, SONHA COM MIGO TE FAZENDO CARICIAS DE BAIXO DO IDEDRON, RSRSRS, BJBJ.

Idredon?? Nova mente? Deijado? Sumil? Com migo????

Acho que vou voltar a seguir aquele velho conselho que mamy me dava na década passada: "Não vá aceitar bebida de estranhos, hein?"

sábado, 1 de novembro de 2008

Adoro a imprensa marrom: mais uma


Quando eu acho que o 'Meia Hora' não pode mais se superar em genialidade, eis que me deparo com esta manchete:


Dispensa comentários...

sábado, 25 de outubro de 2008

O 'engraxadinho'


Inferno astral? Pagamento de pecados pregressos com juros de cheque especial? Encosto? O fato é que por razões místicas ou por pura e simples coincidência infeliz, estou numa fase em que tudo dá errado. Problemas no trabalho, problemas com a família fantástica, fracassos impublicáveis na vida sentimental... Enfim, o período atual da minha existência é a síntese perfeita da máxima popular "quando a maré tá ruim, o urubu de cima caga na cabeça do de baixo".

Para espantar o mau agouro, decidi aceitar um convite do meu amigo Caio para um sambinha em Botafogo, estilo "gente bonita e clima de azaração". Achei bacaninha o lugar e até me diverti, sobretudo depois de encontrar-me entorpecida por uma quantidade significativa de Antarctica Original. Saí de lá mais leve, sorridente e até acreditando que, se Deus existe, ele deve estar penalizado com a minha situação.

E a minha euforia otimista chegou ao ápice quando, depois de pegar um ônibus errado (olha o encosto aí!) fui socorrida por um rapaz muito bem apessoado, que se dispôs a me acompanhar até o ponto do coletivo que me traria de volta para a Província de Araribóia. Gentil, o garboso moçoilo ainda me levou para degustar um autêntico podrão em Copacabana, daqueles que salvam qualquer larica de fim de noite. Ainda fez questão de pagar a conta, o fofo!

Tudo muito lindo e colorido, até que algo fez acender o meu alerta vermelho! Numa tentativa de levantar meu combalido astral, o rapaz citou uma frase de Paulo Coelho. E ainda revelou a fonte!! Por que não sugou a famigerada frase e soltou no ar, como se fosse dele? Eu acharia apenas brega, mas ignoraria o fato de que ele lê (e cita) Paulo Coelho. E continuaria acreditando que encontrara uma espécie de príncipe encantado de fim de noite.

No entanto, relevei e continuei minha caminhada pela Atlântica com o mocinho. Afinal, não tinha lá muita coisa a perder àquela altura do campeonato. E depois daquela, ele não teria repertório para fazer com que eu perdesse ainda mais a fé na humanidade e na minha euforia otimista. Ledo engano...

Estávamos nós num clima semi-romântico num ponto de ônibus da Prado Júnior (pra quem não é do Rio, é uma rua de moças de vida fácil, onde mora o travesti do Ronaldinho), quando o bonitinho me dirige a seguinte pergunta:
- Você não me falou do seu pai. Ele é mecânico?
Eu, muito intrigada:
- Não, meu pai morreu há alguns anos, mas não era mecânico, não. Por quê?
Esperava um esboço de constrangimento do rapaz ou um gesto de solidariedade à minha condição de moça orfã, mas... acreditem! Ouvi a seguinte resposta:
- Porque você é uma "graxinha"

Esse superou com ampla vantagem o protagonista do episódio "chaves do coração".

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"De nível"


Profissional do quinto time da TV Globo, o ator Sérgio Marone é mais lembrado por ter namorado a Aline Moraes do que por seu histórico na dramaturgia. Como celebridade do baixo clero que é, deveria manter-se recolhido à insignificância proporcional à sua falta de talento. Teria evitado a declaração estapafúrdia proferida em uma entrevista à revista 'Quem'. Compartilho:

QUEM: Você já pagou por sexo?
SM
: Perdi minha virgindade com uma prostituta, quando tinha de 12 para 13 anos de idade. Foi ótimo. Aprendi muita coisa (risos).
QUEM: Usou camisinha?
SM
: Usei, lógico. Mas ela era bacana, de nível, estudante de odontologia. Não era uma qualquer.

Eu entendi mal ou, na opinião do moçoilo, as moças 'de nível' não transmitem cancro mole, gonô, AIDS e outras ziquiziras??? Ah, tá...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Conversa de academia


O 'Musa' é um sucesso tão absoluto que até mesmo talentos de alto quilate objetivam um espaço por aqui. Um exemplo é minha amiga Samantha J. (nome fictício), que decidiu compartilhar uma de suas divertidíssimas histórias com o meu seleto grupo de leitores. Depois de muita insistência por parte da moça, autora do sensacional e pertinente blog 'eu tenho dedo podre', aceitei. Aí vai:


Felizes são aqueles que conseguem encontrar uma atividade física que lhes proporcione alegria. Infelizmente, comigo isso não acontece. O único esporte que me faz feliz é levantamento de copos. E como me aproximo da tão temida idade adorada por Balzac, a academia de ginástica é a chance que me resta na luta contra a força da gravidade e a multiplicação descontrolada de células adiposas.

Pois bem, tento freqüentar o aprazível local o maior número de dias possíveis. Toda vez que não estou de ressaca dou uma passadinha por lá. Sempre munida de fones de ouvidos, ligados em alto volume, para me comunicar o menos possível com a estranha fauna que lá habita.
Mas nesse dia meu par de companheiros ficou esquecido em casa, e ao invés das minhas agradáveis músicas, tive o prazer de ouvir as conversas alheias. Um professor com cabelos arrepiados à custa de muito gel ajudava uma aluna loira e gostosa a fazer o seu alongamento.

Loira gostosa:
-Eu nunca vi eles tocarem, parece que eles usam umas fantasias, né?!
Professor com gel:
-Eu já vi. Cara, eles arrebentam. E usam umas roupas muito esquisitas. Vou de novo!
Loira gostosa:
-Mas fica ligado, que a parada vai terminar cedo. Às oito.
Professor com gel:
-É mesmo? Mas que caído, o último evento que eu fui lá não terminou cedo, terminou às onze.

Eu estava achando aquilo muito interessante, ‘Olha como eles são saudáveis!’, eu pensava. ‘Freqüentam shows com horário de matinê. Será que é pra vir malhar no domingo?’ Então a loira gostosa continuou:
- E sabe que eu não gostava de música eletrônica?! Agora me apaixonei! Eu fui nessa última festa. Mas fui embora sete e meia, não agüento ficar até o final da manhã!
E o professor retrucou:
- Juuura? Eu fico até o fim sempre!

E subitamente tudo se esclareceu! As pessoas saudáveis passam seus dias de folga pulando e se entorpecendo em raves com o sol a pino!!! Meu Deus, e eu que achava que eu e meus amigos sambistas éramos boêmios! Meu mundo caiu!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Pensamento do dia

Definição de bom e mau gosto segundo Edmundo Barreiros, editor do site Ego, figuraça e meu cálega de sirviço:

"Gisele Bündchen pelada é bom gosto. Gracyanne Barbosa vestida é mau gosto"

Sábias palavras...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Coisas quem têm me irritado (muito)

Ando irritada. Por sorte não possuo arma de fogo e tenho força física limitada. Do contrário, já teria mandado outros seres humanos desta pra uma melhor com as minhas próprias mãos. Meu amigo Caio diz que estou de TPM. No entanto, o meu período pré-mestrual está distante e a minha vida sexual, em dia, o que me leva a cogitar outras causas para tamanho ódio da humanidade, da natureza e dos bichinhos. Compartilho-as:

Déborah Secco, a caipira sexy da novela das oito


Sempre tive implicância com essa moça. Mas infelizmente, sirigaitas costumam ter sorte na vida. Prova disso é que alguém, um dia, certamente sob efeito de drogas pesadas ou inebriado por uma chave de Bu&*$%@ceta bem dada (ou ambas as coisas), disse que ela tinha vocação para ser atriz. Ela acreditou. E o que é pior, não só ela. Diretores e autores renomados na TV Globo dão inquestionável cartaz à sirigaita. E aí está ela, pelo menos uma vez por ano, exibindo o corpicho (cada vez mais magro) e a imensurável chatice numa novela. A impressão que eu tenho é que as personagens dela são sempre iguais, como as da Betty Faria, que se parecem todas com a Tieta.

Mas no atual papel, a namorada do Roger conseguiu me supreender. Afinal, não deve ser fácil compôr uma personagem capiau-ignorante-do-interior que, de um dia pra outro, passa a se expressar com sotaque carioca pelo simples fato de ter deixado o humilde barraco em que morava para virar meretriz de luxo. Palmas pra ela!

Pessoas que se sentam no banco do corredor na van
Vans são ambientes insalubres, motoristas de van são uma subcategoria da espécie humana e, pra completar, só é possivel se deslocar em determinados trajetos fazendo uso desse tipo de transporte coletivo. E como desgraça pouca para pobre é bobagem, ainda temos que enfrentar uma categoria de passagêro sem noção das vans: os que se sentam no último banco da fila, aquele do corredor. Taí uma coisa para a qual ainda não encontrei explicação!

Raciocinem comigo: uma van constuma ter 4 ou 5 fileiras de bancos, separadas por corredores da extensão de um buraco de agulha. Mesmo assim, como diria Nélson Rodrigues, é batata: você entra na van e o único ligar disponível é naquele banquinho que fica lá perto da janela. Ao lado dele, há outros dois bancos ocupados. Resultado: ou segue a viagem em pé, com a postura do Corcunda Quasímodo, ou se aventura a atravessar o corredor (da extensão de um buraco de agulha) utilizando o que sobrou de espaço entre os joelhos dos sem-noção e os bancos da fila da frente. Visualizaram? Não é necessário grande noção de dimensão ambiental para deduzir que moças, digamos, mais abastadas de curvas como eu, acabam, inevitavelmente, arrastando o traseiro no nariz de algum "obstáculo".

A pergunta é: Por que diabos esses cidadãos não acomodaram os traseiros no banco da janela? Por que não deixaram o assento do corredor livre para o incauto cujo acaso levou a entrar na van depois dele? Por que, meu Deus? Será uma espécie de fantasia de cunho sexual? Se for, é um tanto esquisita. Afinal, ter uma bunda desconhecida (e nem sempre bacana) arrastada na sua cara não me parece muito apetecedor...


Seu Jorge e a "mina do condomínio"
"Tô namorando aquela mina / mas não sei se ela minamora / mina maneira do condomínio / lá do bairro onde eu moro"

Alguém reconhece os versos? Pois trata-se do novo hit do Seu Jorge que, como toda porcaria, entrou na lista das mais pedidas de todas as rádios. Das pagodeiras às sertanejas, das pop adolescentes às de MPB moderninha: todas tocam, quase ininterruptamente, essa tentativa de aliteração frustrada. Dia desses, fazia uma ronda pelas estações disponíveis no meu MP3 e me deparei com a "mina" em nada menos que quatro, das seis estações que tenho gravadas. Um adendo: as duas freqüências que não tocavam a famigerada canção eram rádios de notícias. Não tenho colhões, mas imagino que senti algo semelhante a um chute nos mesmos.

sábado, 13 de setembro de 2008

Diálogo masculino

Dia desses, um site de notícias sobre celebridades publicou uma foto do ator Thiago Lacerda olhando lascivamente para o traseiro de uma moça que por ele passava, numa praia carioca. O também ator Kadu Moliterno mostrou ser adepto da teoria rodrigueana 'toda mulher gosta de apanhar' quando sua digníssima esposa exibiu um olho roxo na capa de uma revista semanal. Jack Nicholson assumiu se amarrar numa moça 'de vida fácil'.

Meus leitores devem estar se perguntando por que estou fazendo essas observações sobre o universo masculino. Pois eu vos digo: é para embasar a tese (que não é só minha, óbvio) de que os seres humanos machos são todos baixo nível quando o tema é o sexo oposto.

Não imposta classe social, nível cultural, educacional ou finaceiro. Mesmo que não cocem o saco em público ou cuspam no chão, viram peões de obra quando, por exemplo, avistam uma 'mulézinha gostosa'. Vejam o dialogo que presenciei, dia desses, entre dois amigos que comigo trabalham: um jornalista bem criado e um publicitário, também de ótima estirpe:

Publicitário: "Caralho, mérmão! Olhas as pernoca dela!" (referia-se a uma moçoila paramentada com um vestido que cobria somente sua virilha)
Jornalista
: 'Mó gostosa!

Publicitário: 'Pena que tá com aquela sandália feia! Como é que pode uma mulher usar uma coisa que tape o tornozelo? Tem que mostrar o tornozelo!"
Jornalista: "Eu prefiro a buceta"
Publicitário: "Mas a buceta não é exatamente bonita"


E depois de uma breve pausa, conclui: "Se bem que não dá para passar o piru no tornozelo..."





quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Fim dos Tempos II

Lembram-se que anunciei o fim dos tempos aqui no Musa? Eis aí mais um indício da veracidade das minhas profecias:

Leila Lopes vira Mulher-Gato

Ela encarou a personagem para o 'TV Fama' (tinha que ser)

A atriz (?????) Leila Lopes topou o desafio para encarar o papel de Mulher-Gato. Mas calma! (muito oportuno o alerta) Não se trata de nenhum filme pornô explorando o feitiche da inimiga mais sensual de Batman, não, e sim do “TV Fama”, da Rede TV, que convidou Leila para brincar no quadro “Transformação”. Ela topou e se entregou (mas rolou romantismo, ela garante) nas mãos da equipe do salão LZ Beauty, do cabeleireiro Lazinho, em São Paulo.

Bem, o resultado... Confiram! Me faltaram palavras para tecer comentários...




sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Não deixe de perder

Ainda não sabe o que vai fazer neste fim de semana? Pois comece listando o que você não vai fazer de jeito nenhum. O ''Musa" facilita o seu planejamento indicando os eventos mais “perdíveis” da temporada. Programe-se… e recomende aos desafetos!

Fani estréia peça 'Os Exculachados' em Nova Iguaçu
Depois de rodar sete estados e 18 cidades com o espetáculo ‘Os Exculaxados’ (como ela conseguiu que financiassem essa empreitada??), Fani finalmente vai se apresentar em sua cidade natal, Nova Iguaçu. Desta sexta até domingo, dia 10, a ex-sister encena o espetáculo na Casa de Cultura Sylvio Monteiro. Na peça que tem direção de Chico Anysio (o casamento com a Zélia Cardoso deixou mesmo seqüelas no humorista) Fani vive duas personagens: uma miss patricinha e uma perua consumidora.

Ex-Big Brother fazendo duas personagens em uma só peça? É pagar para… não ver!

Jeito Moleque no Citibank Hall
Os meninos do Jeito Moleque trazem ao Citibank Hall/RJ o show do DVD ecologicamente correto “Ao Vivo na Amazônia”. A apresentação tem releituras de sucessos da banda e interpretações novas para clássicos da MPB. Gravado às margens do Rio Negro, o palco foi construído com madeira de manejo sustentável e o show foi “neutro em carbono” - a emissão dos gases liberados foi compensada pelo plantio de 490 árvores.

Pagode paulista+ discurso ecológico+ releituras de clássicos da MPB= suicídio

Post publicado no Buzz, dos meus queridos amiguinhos, Thales, Thiago e Miza