Como não sou boba nem nada, tratei de aproveitar uma possibilidade que lá surgiu. Estávamos, eu e minha amiga, na paradisíaca praia tostando nossos corpitchos quando me aborda um bem apessoado nativo. Com uma convidativa latinha de cerveja em mãos, o referido pede para sentar-se ao meu lado e me oferece um gole. O papo, assim como a cerveja, foi fluindo... até que, horas depois, estava eu aos beijos com o rapaz à beira-mar. Foi bacaninha, mas nada que despertasse em mim desejo de estabelecer matrimônio com o moço. Todavia, cedi meu telefone e email. A brisa litorânea, o mar de águas límpidas, uns beijinhos... sabem como é, fiquei vulnerável.
Voltei para a metrópole e o telefone do gatinho praiano continuou perdido em algum lugar da mala. Não tive interesse em procurar. Muitos dias se passaram. E quando eu já me lembrava mais da praia do que do romancezinho, eis que recebo o seguinte email (Ipsis litteris):
Assunto: VC SUMIL
OI GATA POW NEM ME LIGOU NE QUANDO VAI VOLTAR AQUI? GATA ESTOU LOUCO PARA TE ENCONTRAR NOVAMENTE PARA TE BJAR NOVA MENTE. PARA PODER TE ACARICIAR TODA, APESAR DE VC NAO TE DEIJADO FAZER ISSO NA PRAIA, RSRSRS. BJBJBJ, SONHA COM MIGO TE FAZENDO CARICIAS DE BAIXO DO IDEDRON, RSRSRS, BJBJ.
Idredon?? Nova mente? Deijado? Sumil? Com migo????
Acho que vou voltar a seguir aquele velho conselho que mamy me dava na década passada: "Não vá aceitar bebida de estranhos, hein?"
