quinta-feira, 10 de maio de 2007

Botando pra jogo


Galinhagem, nenhuma vontade de assumir relacionamentos sérios...besteira! O principal defeito dos homens da minha geração é a total falta de sutileza. Sou musa de caminhoneiro, mas em determinadas ocasiões, o linguajar "peão de obra", definitivamente, afasta qualquer possibilidade de aproximação.

Vejam a sensacional cantada da qual fui vítima recentemente.

Toda mulher tem um fã. Um daqueles apaixonados incansáveis, que continuam babando por nós mesmo depois de uma sucessão de passa-foras e desculpas esfarrapadas. E como eu não sou exceção, carrego uma cruz dessas em minha vidinha. Por sorte, essas pragas são como um vírus incubado. Se manifestam de vez em quando para depois amargarem um longo período de inércia. Enfim...são uma praga cíclica. E para meu infortúnio, a minha praguinha reapareceu dia desses. E em grande estilo!!

Foi uma manifestação telefônica, menos grave do que uma visitinha surpresa, mas ainda muito desagradável. Principalmente quando acontece às 11h da noite de uma sexta-feira em que você não está pra noitadas e já está, inclusive, paramentada com aquela roupinha mulambenta que só usa para dormir desacompanhada. E se eu não estava preparada para emoções naquela noite, imaginem para ouvir a seguinte proposta:

-E aí? Tô no bar...! Vem pra cá agora! (assim mesmo, sem dar nem boa boite, com voz de bêbado)
-Não dá, tô dura
-Quem falou em dinheiro?
-Tô com sono
-Nisso 'a gente' dá um jeito (assim mesmo, na terceira pessoa, igual a jogador de futebol)


Eu, já sentindo que as desculpas esfarrapas de sempre não iam colar, mandei logo um incisivo "não rola"! Piorei a situação! Ao invés de demover o indivíduo da idéia, encorajei o figura. Porque só mesmo um cidadão com muita coragem- e cara de pau- para fazer uma proposta dessas pra uma mulher:

-Thati, vamos falar diretamente. Você tá namorando?

Medo! Respirei fundo e respondi:
-Não exatamente...mas estou com meus pensamentos ocupados, se é que me entende...
-Não interessa! (elevando o tom de voz). Quero saber se é oficial, namoro mermo!
-Não, disse eu, pra lá de reticente.


Foi a deixa. Era informação suficiente pra ele fazer a indecorosa proposta:
-Ah! Então pára de frescura e vamô botá isso aí pra jogo!

Acreditem! O gentil rapaz me propôs "botar isso aí pra jogo"!(seja lá o que isso signifique literalmente, mas que só pode ser o que eu e vocês estamos pensando). É a reprodução fiel do que ouvi. Não fiz qualquer adaptação para fazer graça. Tão fofo, né? Depois reclamam que não comem ninguém...

Ah, se não fosse a boa educação que mamy e papy de deram...iria dizer o que ele poderia botar pra jogo...

6 comentários:

Juliana disse...

Esse comentário ainda não conseguiu bater o insuperável: "mina, teus corno é show". hahahahaha

Pô Thati, pelo menos meus "admiradores" ainda inventam subterfúgios do tipo "vou aí te fazer uma massagem" ou "vamos ver um dvd". :-)

Bjss

Anaquim disse...

Ahahah! Outro dia eu ouví:

"Quis zoio lindo, morena!"

Num é lindo??

Musa de Caminhoneiro disse...

Ju, subterfúgios são sempre bem-vindos. Jamais estaria reclamando deles...rs

Quanto aos "zoio" lindo, são uma variante do "quequeisso, hein?"

Juliana disse...

Com certeza, os subterfúgios são sempre bem-vindos!
É aquela velha história: vc finge que é verdade que eu finjo que acredito.
Pelo menos, já que não cobramos pelos atos (peguei pesado!), que sejamos primeiramente mimadas para os fins! hahahahaha
Bjss

Eduardo Farias disse...

Um subterfúgio: "vô ti mostrá o ki ki é homi de verdade, mulé!". rss
só contigo mesmo, Thati! rss

Érika Guimarães disse...

Menina,
Vai ser inconveniente assim lá na casa do c....... . Que carinha chato, esse não serve nem pra ficar como carta na manga.rs.... .
E tudo isso numa sexta-feira à noite! Meu Deus!! Só pode ser pra pagar os nossos pecados que essas coisas aparecem assim... tão ...... inoportunos.
Beijos,
Érika