terça-feira, 15 de agosto de 2006

Já quis ser a Clarice Lispector

Sempre gostei de escrever, mas nunca fui assim...uma Clarice Lispector. No entanto, a família elogiava minhas "obras". Minhas tias levavam meus escritos para mostrar aos amigos do trabalho e as professoras do primário (sim, na minha época ainda não era "ensino fundamental") diziam pros meus pais que eu tinha um "precoce talento literério".

Deveria ser crime inafiançável enganar crianças...eu acabei acreditando que era aquilo tudo mesmo! E me tornei uma adolescente meio metida a intelectual e chatinha pra cacete! Tinha um livro em que escrevia umas poesias toscas (o qual minha mãe guarda até hoje como se fosse uma obra-prima), fazia o jornalzinho da escola, escrevia peças teatrais (inacreditavelmente ruins) e ganhava com freqüência os concursos escolares de redação, o que levou meu pai a pensar que seria uma escritora famosa.

Bem...se meu pai ainda estivesse por aqui, ele não teria muitos motivos pra se orgulhar, a não ser o fato de eu ter caído na real. Nunca ousei publicar nem um daqueles livrinhos vendidos por hipongas na Lapa. Virei jornalista. Não que todo jornalista seja um escritor medíocre. Até tenho uns coleguinhas que escrevem contos fantásticos.

Mas meu "precoce talento literário", que já não era lá essas coisas, sucumbiu aos exercícios de técnica de reportagem praticados exaustivamente na faculdade...Hoje, só sei fazer um texto que tenha lead. No entanto...vou tentar escrever algumas besteiras por aqui. Escrever diariamente num blog vai, ao menos, justificar a dívida que contraí pra comprar este pc...

3 comentários:

Claúdia Ruiva disse...

[Cláudia Ruiva]
É, Panela... Nunca quis ser a Clarice Lispector, mas confesso que professores, familiares e prêmios em concursos de redação também me enganaram. Humpf! A gente cresce e deixa de acreditar nessas coisas. Que pena. Maneiro o blog, vou passar por aqui com freqüência! Gosto de textos descompromissados, principalmente quando refletem gosto parecido com o meu - exceto pelo sambinha, ehehehe... Beijos!

Ostiano disse...

Pô, Tati, cadê o meu primeiro post que coloquei aqui??? :)) ê bagunça!!! Mas tudo bem, repito a mensagem. Assim como vc, a maioria dos que seguiram esta profissão mardita já pensaram em mudar o mundo. Hoje ficam felizes quando conseguem pagar as contas. Boa sorte, vou estar aqui direto. Beijo grande.

Rodrigo Rozendo disse...

[guido.rodrigues@pop.com.br]
E eu, até os 16 anos, queria ser agrônomo ...