sábado, 10 de março de 2007

Limpando o popô

Gente, antes de contar essa história, preciso que saibam de uma coisa: juro que não tenho preconceito contra gays. Juro! Pelo contrário, tenho amigos gays muito amados. Portanto, não considerem o episódio que vou descrever como uma manifestação homofóbica. A cena que presenciei- e que relatarei para vocês- é bizarra porque...é! Fato. Seria bizarra se fosse protagonizada por uma casal de heteros. Mas, por acaso, rolou entre um casal gay. Bem...

Estava eu no sábado passado com meu amigo Thales na praia, bem ali no Posto 8, em Ipanema. Quem é do Rio, sabe: o Posto 8 é o point oficial da rapaziada alegre. Porém, como eu já havia dito, acho um arraso a rapaziada alegre (apesar de me incomodar o fato de a maioria ser lindíssima e interessantíssima, desfalcando o já escasso time de homens disponíveis nessa cidade). Enfim...estávamos lá, eu e Thales, quando começamos a observar um curioso casal. Um coroa, mó cara de gringo cheio da grana, e um rapazote franzino, com cara daqueles moleques que fazem malabarismo nos sinais.

Mas era um amor sem fim. Era beijo o tempo todo, abraços efusivos...uma coisa linda. Thales até me zoava: "Duvido que alguém já tenha te beijado assim!" De fato...não me lembro mesmo de ter sido contemplada com gestos apaixonados daquela itensidade.

Bem...ocorre que em um determinado momento, com o sol já se pondo, o casal deicide dar um tempo nas beijocas e se arrumar para ir embora. E foi nesse momento que presenciamos, Thales e eu, a inesquecível cena: o gringo, cheio de cuidados com seu menino, resolve limpá-lo para que ele vista a roupa livre da areia.

E começa a bater a toalha no corpitcho do rapaz, que se encontra ajoelhado na canga. Bate daqui, bate dali e...zup! (desculpem a onomatopéia, foi a melhor que achei.) Tira a sunga do rapaz. "Meu Deus, pra quê?" Devem estar perguntando meus 10 leitores. Como assim, gente? Pra limpar o bumbum do amado, é claro. Ou vocês acham que um moço tão cuidadoso iria deixar o love ir embora com o popô assado?

Eu passei mal de rir. E Thales, coitado, ainda não se recuperou do choque.

5 comentários:

Letícia disse...

Fantááárdigo...Estou aqui me divertindo com as histórias da van em linhas...Realmente muito bom o seu blog! ...E ele adivinha o nome das pessoas! ;) Parabéns... vou continuar minha leitura...BJs

Fadinha Sampa disse...

O Thati

Meu sonho era morar aí no Rio... só pra ver esses "causos" únicos e engraçadíssimos que você comenta aqui.
Fala sério heim... hahahahahaha

Beijos flor

Eduardo disse...

Essa gente é de uma espiritualidade imensa!! Assim como o seu blog! Você é a versão mulézinha (com todo respeito) de Nelson Rodrigues! Adoro.
beijos, chêro

Claudia disse...

Muito bom...hahahahahaha!
Thaty, há tempos não me divirto tanto em um blog!
...E o tempo passa, o trabalho acumula e não consigo parar!
Sensacional.
Um grande beijo,
Cláudia

Eliane Santos disse...

Ah, o Rio de Janeiro continua sendo... rs
Enfim.. Saudades dos seus posts.. Mas os meu preferidos ainda são os que falam sobre sua família...
bjss